Parque Nacional da Peneda-Grês


O Parque Nacional da Peneda-Gerês é a área protegida mais bela de Portugal.
Área classificada desde 1971, o Parque situa-se nos limites nordeste da província do Minho e noroeste da província de Trás-os-Montes, ocupando terrenos dos concelhos de Melgaço (10.035ha.), Arcos de Valdevez (14.030ha.), Ponte da Barca (10.215ha.), Terras de Bouro (15.968ha.), na província do Minho e de Montalegre (21.174ha.), em Trás-os-Montes.

O Parque oferece aos visitantes paisagens de inexcedível beleza, que vão desde vales profundos, povoados de belas e raras plantas e banhados por inúmeros regatos, até a píncaros quase inacessíveis.

A flora tão diversa quanto os micros-climas, criados pelas diversas altitudes e exposições dos terrenos, e a fauna que se pode observar, são motivos que cativam a atenção dos visitantes.

FLORA - é bastante diversificada e tem sido estudada por botânicos de todo o mundo. Das plantas herbáceas é obrigatório referir a Iris boissieri (Lírio do Gerês), flor apenas conhecida na área do Parque, e o feto do Gerês. Outras há de grande interesse como a Anénona dos Bosques, a Orvalhinha, a Polígala, o Termentelo ou Tomilho, a Paradísea, o Zimbro e muitas outras que seria excessivo enumerar.
Das plantas arbóreas destacamos as matas de Carvalhos e de Sobreiros, os Vidolidos Vidoeiros (Bétulas), o Azevinho e o Teixo.

FAUNA -  A área do Parque é rica em espécies animais. Têm interesse turístico, o gado bovino Barrosão, o Garrano selvagem, uma raça de cavalos milenar, já mencionada em textos dos romanos que ocuparam a Península, o cão de raça Castro Laboreiro, o Corço, Lobo, Javali, Raposa, Texugo, Lontra, Gato Bravo, Marta, Águia Real, Falcão, Largato de Água, Víbora e muitos outros de pequeno porte.
Já povoaram a região que hoje faz parte do Parque, o Urso, que desapareceu em 1650 e a Cabra-Montês, desaparecida em 1890, mas que hoje reaparece na serra, vindo de Espanha, segundo se crê.

OCUPAÇÃO HUMANA - Os vestígios de castros e citânias são indícios de que a zona do Parque é habitada desde o neolítico, sendo os Iberos os primeiros habitantes identificados da região. Hoje existem 114 aldeias no interior do Parque, com cerca de 10.000 habitantes, possuindo à volta de 50.000ha. que cultivam sob a forma de lameiros ou explorações agrícolas.

A hidrografia, tem no Parque um papel importante. Aí correm os rios Lima, Cavádo, Laboreiro, Peneda, Fronfe, Fafião, Cabril, Homem, Caldo, Arado e se situam as grandes barragens hidro-eletricas: Caniçada, Salamonde, Paradela, Lindoso e Vilarinho das Furnas.

A orografia, com serras de grande altitude, desempenha uma função importante na criação de micro-climas. As principais são: Peneda, Soajo, Amarela (esta serra deve o nome à cor da vegetação que a cobre na primavera), Gerês, Mourela e Castro Laboreiro.
Além das belezas naturais, são ainda motivo de interesse turístico as várias aldeias típicas, como Sirvozelo ou Pitões. Ou os monumentos: mosteiros, cruzeiros, alminhas, pontes, pelourinhos, castelos, marcos milenários  e outros. Ou ainda, a arquitectura popular: Fornos do povo (Tourém, por exemplo), Moinhos de água, etc.

A Termas do Gerês, que se situam na área do Parque, são procuradas por muita gente devido ao valor terapêutico das suas águas.
Atribui-se a sua descoberta a Manuel Faria, em 1699. Depois de muitas análises e estudos intensos o professor Sousa Reis atribuía-lhe, em 1885, a classificação como “água termal hiposalina, bicarbonatada, sódica, fluoretada e silicatada” . Nasce a 46 graus centígrados.

Os investigadores e cientistas das várias valências da ciência, podem encontrar no Parque um largo campo de interesse, no que respeita a antropologia, arqueologia, etnografia, ciências da natureza (botânica, zoologia, mineralogia) ou arquitectura rural.

 
 

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